O Standing Committee on Human Rights and Peace (SCORP) é um dos seis Standing Committees (Comitês Permanentes) da IFMSA. Foi fundado em 1983, quando a problemática de refugiados encontrava-se em seu auge na Europa.
Naquele tempo, era chamado de Standing Committee on Refugees (SCOR), ou seja, Comitê Permanente em Refugiados. A missão do SCOR era chamar a atenção para os problemas que refugiados enfrentavam bem como participar em esforços de suporte e alívio. Entretanto, membros do comitê logo perceberam que estes esforços seriam de pouca duração e meramente paliativos. Soluções sustentáveis haviam de envolver prevenção de conflitos e abusos em direitos humanos. Baseando-se nestas novas resoluções, fundaram o Standing Committee on Human Rights and Peace (Comitê Permanente em Direitos Humanos e Paz) em 1994.
Refugiados, desapropriados internamente e outras populações vulneráveis constituem num grupo de altíssimo risco de sofrerem violações em seus direitos humanos e problemas intensos e crescentes de saúde.
O SCORP lida com problemas e necessidades de refugiados, no sentido interno ou externo. Como um grupo, nós também trabalhamos na prevenção de conflitos, a maior razão pela qual pessoas são forçadas a tornarem-se refugiados. Condenamos qualquer uso de violência como solução para conflitos. Simplesmente, trabalhamos por um mundo pacífico.
O SCORP entende a paz como pessoa por pessoa, grupo por grupo, estado por estado, possuindo solidariedade internacional, tolerância e respeito por direitos humanos.
No passado, o SCORP e a IFMSA organizaram um número de workshops muito bem sucedidos e tem até hoje desenvolvido inúmeros projetos que dão ao estudante de medicina a oportunidade de trabalhar em organizações não governamentais pela solução de diversas situações específicas ao redor do planeta.
SCORP no Brasil
Embora exista desde 1984 e seja hoje talvez o comitê permanente mais bem estruturado da IFMSA, o SCORP só chegou oficialmente no Brasil em outubro de 2006. Fundado na 30ª Assembléia Geral da IFLMS, o SCORP brasileiro já é visto com profundo respeito pela comunidade internacional de estudantes de medicina.
Diversos comitês já realizam atividades, principalmente campanhas, envolvendo desde assuntos de âmbito internacional, como a luta pelo desarmamento nuclear, educação em direitos humanos, a trabalhos mais adaptados à realidade local, como atividades em comunidades carentes, favelas, presídios, etc.